domingo, 16 de agosto de 2015

Os meus tempos livres das últimas duas semanas foram passados a ler Orlando: Uma Biografia de Virginia Woolf. Li o livro no tempo entre a estação de comboio e o momento antes de adormecer (por tédio) no barco. Li-o no tempo em que o Orion não estava em cima de mim a pedinchar por atenção. Li-o religiosamente para que não perdesse o interesse e não fosse parar ao limbo dos livros com separador no meio destes mas que não são abertos desde só Deus sabe quando.

Li-o na tentativa de me redimir e dormir melhor sabendo que li um livro de mais uma mulher, para além da Simone e da Duras. Mas aborreci-me. Aborreci-me de morte enquanto lia a tentativa forçada de diferenciar o mundo feminino e masculino. Na altura em que foi escrito faria todo o sentido. Ainda hoje faria um determinado sentido. Mas não é o meu tipo de leitura e a vida é curta demais para perder tempo a ler o que não atualiza o meu "estado da arte".